
Missão Cumprida.... Contra tudo e contra todos......
Nuno
Fotógrafo
Curiosamente, (ou talvez não!) a expressão “joga bem, põe no chão”, é parte do imaginário da minha infância e (primeira) adolescência... Sim! Quem de nós nunca ouviu o (futebolístico) “lugar comum”, ao qual me atrevo a acrescentar (se a memória não me falha) a (carinhosa!) palavra: “miúdo”... Assim soa mais familiar: Joga bem! Põe no chão, miúdo!..
Guardiola, Mourinho, Vilas Boas e Figo
O jogo deve ser emotivo, mas sem azedume, nem violência gratuita. No balneário há que manter toda a tranquilidade...
"Joga bem põe no chão"… pelo ar é mais directo, porquê pelo chão? É mais trabalhado, a certeza acresce, a segurança ascende, ou será que para voar está o medo de aterrar? A dominação enquanto factor securizante depende das nossas competências psicomotoras – estas deixam-nos apenas o terreno, a matéria, como base das nossas intenções e das nossas certezas, o etéreo, o ar que não se agarra foge-nos das mãos (neste caso dos pés).Texto redigido ao som de "Overcome" - Creed
Comecemos bem lá trás, na defesa (que se quer certa e segura). Foi a nossa condição de humanos e o santossacro livre-arbítrio com o qual fomos equipados, que nos permitiu evoluir, de estádio em estádio, até à suprema e actual circunstância. O soltar das amarras instintivas permitiu-nos racionalizar grande parte da nossa existência e aquela pequena parte que não controlámos e/ou não alcançámos, desde sempre remetemos para o sagrado. Essa aparente liberdade, na verdade, esteve sempre condicionada pelas instituídas regras dos ritos, que a cada passo, a cada passagem, impunham determinados comportamentos físicos e cambiantes preceitos morais.